O último poema

03Jul09

Assim eu quereria meu último poema,
que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais,
que fosse ardente como um soluço sem lágrimas,
que tivesse a beleza das flores quase sem perfume.
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos.
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Manuel Bandeira

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One Response to “O último poema”

  1. Adoro o Manuel Bandeira. É sempre tudo tão simples e tão cheio de significado…

    Beijos!


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