Toledo, I: A Hora e Vez de Capuz Matraga

05Feb12

Quando planejei minha viagem, ainda no Brasil, perguntei ao meu irmão, que já morou em Madrid, o que tinha de interessante para fazer em Toledo.

– Toledo… É a cidade. – afirmou, categórico.
– Como assim, não tem algo especifico, uma igreja, um monumento, um castelo?
– Até tem, mas… Vai por mim, a graça de Toledo é a cidade. Quando você chegar lá e ver Toledo, você vai entender.

E como em muitas vezes na vida de irmão mais velho e mais experiente do que eu, ele estava certíssimo.

Fiz o que ele disse: andei e andei por Toledo. Aliás, fiz ate mais: decidi pegar um daqueles ônibus sem capota. Não era pra ver a cidade? Então vamos ver a cidade, pensei.

Só que é nesse momento devia estar 0ºC, ou -1ºC. Eu sabia que estaria frio quando o ônibus começasse a andar e eu estivesse lá no alto? Sabia. Agora eu sabia que estaria frio a ponto de eu começar a achar que as pontas dos meus dedos (estava com luvas sem pontas pra poder usar a tela touchscreen do iPhone) poderiam cair, de tão roxos que ficaram? NÃO. Chegou um momento em que eu sabia que tinha de descer, mas meu corpo (leia-se: pernas) não respondia.

Aí usei o único recurso que me sobrou: puxei o capuz do enorme casaco que eu tive que comprar aqui e consegui me esquentar um pouco. E aí fica a lição do dia: se algum dia, em pleno inverno europeu, você resolver andar de ônibus sem capota pra conhecer uma cidade, use filtro solar CAPUZ!

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