Counting all different ideas drifting away
Past and present, they don’t matter, now the future’s sorted out

Para quem só consegue pensar no agora e não consegue olhar a longo prazo, o quadro maior, o que realmente importa.
Para quem não tem paciência.
Para quem não entende que momentos ruins podem durar muito, mas um dia passam.
Para quem precisa aprender logo os ensinamentos de Phoenix, ou algum dia vai descobrir exatamente o que significa arrependimento.


Assim eu quereria meu último poema,
que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais,
que fosse ardente como um soluço sem lágrimas,
que tivesse a beleza das flores quase sem perfume.
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos.
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.

Manuel Bandeira


Você disse?

29Jun09

Did you say it?
“I love you. I don’t ever want to live without you. You changed my life.”
Did you say it?
Make a plan. Set a goal. Work toward it, but every now and then, look around.
Drink it in. Because this is it.
It might all be gone tomorrow.


Domingo, 23h20

22Jun09

Todo amor é eterno. E, se acaba, não era amor

- Nelson Rodrigues



O real motivo para ficar tanto tempo sem postar, ou sem responder e-mails ou retornar ligações de amigos queridos (não, não foi de propósito) tem três letras: TCC. Trabalho de Conclusão de Curso.

Inicialmente, achei que seria melhor guardar o desespero apenas para mim. Mas agora que o negócio já está tão feio assim, que mal tem em deixar os outros também rirem da situação?

Abaixo, uma parte da transcrição ipsis literis com uma das perfiladas do nosso livro-reportagem que será o TCC, que retrata como é fácil fazer esse tipo de trabalho, já que as informações são todas dadas no seu colo, de bandeja:

É… O cara que comprou acho que não entende de jornalismo. E é uma pena, porque assim… Um jornal. Eu publiquei antes também, antes, né, dessa segunda fase, eu publiquei no Jornal do Brasil quando era O Jornal do Brasil, enquanto eu publicava na Folha, aqui. Depois eu publiquei no Correio da Manhã, que também acabou. Né… A Folha, que eu fiz direto, 20 anos.

CM E o JB então foram dois períodos…

Dois períodos, é. Agora se me perguntar quando… não me lembro…

CM E o Correio da Manhã…

Depois que eu parei de fazer o Jornal do Brasil no primeiro período, eu passei a publicar no Correio da Manhã, até ele acabar… Agora datas… Não sei. Não lembro.


Jarno Trulli faz um cafuné em sua Toyota após conquistar a pole para o GP do Bahrein

Jarno Trulli faz um cafuné em sua Toyota após conquistar a pole no Bahrein


Depois da supremacia da Brawn, da surpresa da Red Bull, chegou a vez da Toyota chegar na frente. Já tem um carro bom, e foi a equipe que mais tempo testou no Bahrein durante a pré-temporada. Se a vitória não for agora, vai ser em breve.

E não discuto com os chatos de plantão que reclamam que está tudo diferente, de ponta cabeça. Bom mesmo é competitividade. Bonito é ver o Trulli, que sempre foi um piloto apagado (essa foi a 4ª pole da carreira), poder comemorar uma pole, e ainda desse jeito apaixonado. Alguém imprime essa foto e me dá de presente enquadrada?


O céu azul do dia de hoje visto da minha janela

O céu azul do dia de hoje visto da minha janela

Pode soar piegas, mas é uma grande verdade, e daquelas que você só concorda quando vivencia:
Uma das melhores sensações de todas é ver que vai fazer um dia lindo e ter alguém só para ligar e avisar. Nem é necessário dizer eu te amo, nessas horas já está implícito.

Mas fico feliz em poder dizer que hoje eu pude fazer tudo isso, até mesmo o que estava implícito e eu deixei explícito. True love waits, já diria Thom Yorke, não é mesmo?


Uma boa cena para se ler em um domingo, tirada de Franny & Zooey, de J. D. Salinger.

Aos poucos, inicialmente, depois totalmente, ele deixou sua atenção ser atraída para uma pequena cena que estava sendo representada de maneira sublime, sem o empecilho de autores, encenadores e produtores, cinco andares abaixo da janela e do outro lado da rua.

Havia uma macieira defronte da escola particular para meninas – uma das quatro ou cinco árvores daquele lado feliz da rua – e, nesse momento, uma criança de sete ou oito anos, uma menina, estava escondida atrás dela. Trajava um jaquetão azul-marinho e, na cabeça, tinha um gorro vermelho que era quase do mesmo tom do cobertor da cama no quarto de Van Gogh em Arles. O gorro, de fato, do ponto de vista de Zooey, parecia uma mancha de tinta.

A uns cinco metros da criança, seu cachorrinho – um bassê ainda muito novo, com coleira e tirante de couro verde – farejava para encontrar a dona, trotando em círculos frenéticos, com o tirante arrastando pelo chão.

A angústia da separação era quase insuportável para o animal e quando, por fim, captou o rastro da dona, já era mais do que tempo. O júbilo da reunião foi imenso para ambos. O cachorrinho soltou um breve latido e depois, agitando a cauda, foi encolher-se servilmente aos pés da garota, de focinho erguido em êxtase. Ela então gritou-lhe qualquer coisa e içou-o, aconchegando-o entre os braços. No vocabulário especial da brincadeira, a menina disse-lhe várias palavras de elogio e, depois, colocou-o ternamente no chão, agarrou a ponta do tirante, e lá foram ambos caminhando alegremente na direção oeste, rumo à Quinta Avenida, ao parque, até que Zooey não podia mais vê-los.

Pensativamente, Zooey apoiou a mão numa das esquadrias da janela e debruçou-se para vê-los desaparecer. Mas era a mão que segurava o charuto e ele hesitou um segundo a mais. Quando esticou o pescoço, o par já dobrara a esquina.

- Caramba! – exclamou ele. – Ainda há coisas bonitas neste mundo… e quero dizer bonitas de verdade. Somos uns imbecis se não as vemos e nos deixamos transviar, preocupados sempre, sempre, com o que acontece com a porcaria do nosso ego.


No capítulo de hoje, relato um dos lados positivos do dinâmico mundo jornalístico: as entrevistas feitas por telefone. Não, na verdade esse é um dos maiores problemas. Sinto saudades da época em que eu tinha ao menos 40 minutos para entrevistar cada fonte, e podia olhar nos rostos deles. Em rádio, a grande maioria das entrevistas é feita por telefone, e se você passa de 10 minutos, já começam a dizer que sua gravação está longa demais (e provavelmente vai te dar ainda mais trabalho para editar).

Mas aí vai um exemplo real (e pessoal) de como as entrevistas por telefone são um mau negócio:

Os telefones dos estúdios têm o seguinte problema (e ninguém sabe explicar o motivo): a gente vive ligando nos números e as ligações caem em outros números. Por exemplo, você liga no 1234 5678 e cai no 2345 6781.
E isso aconteceu comigo, quando estava ligando uma hora depois do combinado (antes não havia estúdio para gravar) para o entrevistado, um diretor de uma associação de comércio. Chama, alguém atende:

Ele: Alô?
Eu: Marcelo? – e no desespero pelo atraso, já saí me apresentando – Aqui é fulana, da rádio tal, nós combinamos uma entrevista ontem, lembra? Eu te liguei ontem perguntando sobre o movimento agora no carnaval.
Ele: Você é solteira?
Acreditem, nessa hora eu tinha desconfiado que pudesse ser piada, mas no auge da ingenuidade e desespero, ainda respondi que sim, e perguntei de novo se podíamos então gravar.
Ele: Quantos anos você tem? Tem uma voz bonita, viu…
Eu: Ah, tá ótimo então, muito obrigada pela sua atenção.

Lembrando agora fico abismada em como ainda consegui ser educada com um babaca que deve ter rido da minha cara por mais 10 minutos.


Green Eyes

21Feb09

Chris Martin é um bom rapaz porque ele escreve letras que me lembram que boas pessoas ainda existem, mesmo que a quilômetros de distância.

Honey, you are a rock
Upon which I stand
And I come here to talk
I hope you understand

I came here with a load
And it feels so much lighter, now I’ve met you
And, honey, you should know, that I could never go on without you

Honey, you are the sea
Upon which I float
And I came here to talk
I think you should know

That green eyes, you’re the one that I wanted to find
And anyone who tried to deny you must be out of their mind


Sou o tipo de pessoa boba que se importa com aniversários. Sou daquelas que tenta ligar no horário exato em que a pessoa (disse que) nasceu. Daquelas que demora dias para encontrar um presente que seja definitivamente único para a pessoa. Daquelas que pára, pensa e senta para escrever um cartão ou a dedicatória (se o presente for um livro).

Sou o tipo de pessoa boba que só gosta mesmo de uma música se a letra fizer sentido. Daquelas que anota trechos da letra de uma música boa que está tocando em um filme, um seriado ou no rádio, e depois vai no google para procurar. Por isso, muitas das minhas listas costumam sofrer da síndrome da “banda de uma só música”. Quando sou fã de uma banda, custo a decorar quais músicas são de quais CDs, porque costumo baixá-las aleatoriamente.

Sou o tipo de pessoa boba que guarda todos, todos, todos os emails que recebe (e a maioria dos que envia). Por isso, nesse exato momento tenho 3670 mensagens na caixa de entrada, 1331 das quais ainda não lidas, e estou usando 3424 MB (46%) de 7288 MB da minha caixa postal do gmail.

Sou o tipo de pessoa boba que morre de vergonha dos pequenos tocs que tem, como sofrer toda vez que empresto uma caneta minha, pensando que posso nunca mais tê-la de volta. Se você perder minha bic, não quero que você me dê outra bic. Tem que ser aquela, aquela que era minha.

Sou o tipo de pessoa que relê várias vezes o mesmo trecho de um livro. Daquelas que não relêem o livro inteiro, mas apenas os trechos dos quais mais gostou e que marcou com uma abinha para dentro.

Sou o tipo de pessoa que adora andar com o carro em ponto morto, só para sentir o balanço do carro e pensar nele deslizando. Daquelas que só conseguem dirigir com música de fundo.

Sou o tipo de pessoa boba que ganha uma foto de presente e fica guardando cada dia em um livro diferente. Isso porque a cada noite eu leio um livro diferente, e sempre marco o que li na noite anterior com a sua foto. Daquelas pessoas bobas que torcem para que você ainda pense em mim, como estou lembrando de você nesse momento.

Sou o tipo de pessoa boba que guarda remorso por meses, mesmo que continue falando com a pessoa que me magoou. Ou então, guardo remorso por anos e nunca mais volto a falar com a pessoa que me magoou. Ou então, fico quieta esperando que a pessoa me procure, quando sei que ela nem desconfia o quão magoada fiquei.

Sou o tipo de pessoa boba que ainda acha que você vai ler esse post, vai entender que é para você e vai me ligar, me escrever, me dar algum sinal.


Karma Police

06Jan09

This is what you’ll get
This is what you’ll get
This is what you’ll get when you mess with us.